Sono e recuperação: porque o descanso é parte do tratamento

Dormir mal não é apenas sentir cansaço no dia seguinte. É também mais tensão muscular, mais sensibilidade à dor e um sistema nervoso que nunca consegue desligar por completo. Para quem vive com dor persistente, o sono e a dor alimentam-se mutuamente.
Durante o sono, o corpo entra em modo de recuperação: a musculatura relaxa, a inflamação regula-se e o cérebro processa o dia. Quando esse ciclo é interrompido, o corpo acorda já em alerta, e esse estado de alerta mantém a musculatura contraída e amplifica os sinais de dor.
Três ajustes simples fazem diferença: manter horários regulares de adormecer e acordar, criar um ambiente escuro e fresco, e desacelerar na última hora do dia, evitando ecrãs e conversas intensas. Não é sobre dormir perfeitamente todas as noites, é sobre dar ao corpo uma rotina em que ele possa confiar.
Se acorda com tensão no pescoço, nos ombros ou com dores que vão melhorando ao longo do dia, vale a pena perceber o que o seu sono está a tentar dizer-lhe. A avaliação inicial permite compreender o seu caso e desenhar um plano à sua medida.
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