Método exclusivo

Método LIBERTAR®

Quando o corpo manifesta aquilo que nem sempre conseguimos dizer.

O Método LIBERTAR®, Libertação Integrativa da Biorregulação Emocional, é uma abordagem terapêutica integrativa desenvolvida para pessoas que vivem com ansiedade, stress persistente, sobrecarga emocional, experiências marcantes ou traumas emocionais, quer estes estejam associados a manifestações físicas, quer não.

Parte de um princípio simples:

O corpo e a mente não funcionam separadamente.

As experiências emocionais influenciam a forma como o sistema nervoso interpreta o ambiente, responde ao stress, regula a tensão muscular, o sono, a respiração, a atenção e outras funções fisiológicas. Da mesma forma, viver durante muito tempo num estado de dor, tensão ou alerta pode influenciar profundamente o bem-estar emocional.

O Método LIBERTAR® procura trabalhar precisamente nesta ligação entre experiência emocional, sistema nervoso, corpo e comportamento.

Não se trata de procurar uma doença emocional para explicar todos os sintomas físicos.

Trata-se de compreender a pessoa como um todo.

Compreender

O que é a psicossomática?

A psicossomática estuda a relação entre os processos psicológicos, emocionais e sociais e o funcionamento do organismo.

Isto não significa que “os sintomas estejam apenas na cabeça”. Um sintoma psicossomático é um sintoma real.

  • A dor é real.
  • A tensão muscular é real.
  • As alterações gastrointestinais são reais.
  • A sensação de aperto no peito é real.
  • As palpitações são reais.
  • A fadiga é real.
  • As alterações do sono são reais.

O que pode acontecer é que o estado emocional e a forma como o sistema nervoso está regulado contribuam para desencadear, intensificar ou manter determinadas manifestações físicas.

Por isso, dizer a alguém que “é psicológico” pode ser extremamente redutor.

O corpo não está a inventar o sintoma.

O corpo está a responder.

Perspetiva somática

O que a sua dor pode estar a dizer-lhe

Na perspetiva somática, cada zona do corpo pode estar associada a um tipo específico de conflito emocional. O organismo responde ao que foi vivido em silêncio e manifesta no corpo aquilo que não encontrou outra saída.

Esta leitura tem raízes no trabalho do médico alemão Ryke Geerd Hamer que, no final do século XX, propôs que cada sintoma poderia estar ligado a um conflito emocional preciso, localizado em zonas concretas do corpo. Das suas observações nasceu aquilo que hoje se designa, em contexto de bem-estar integrativo, por decodificação biológica e abordagens somáticas afins.

Cabeça

Sobrecarga mental. Muita análise, pouco silêncio. Pressão constante para decidir, planear e controlar tudo.

Pescoço

Rigidez com a vida. Dificuldade em mudar de perspetiva, em aceitar o que não pode ser controlado ou em olhar para trás sem ficar preso.

Ombros

Fardos. Responsabilidades em excesso, a sensação de ter de carregar tudo sozinho, sem espaço para pousar o peso.

Garganta

Palavras engolidas. O que precisava de ser dito e foi contido. Medo de falar, de discordar, de ocupar o próprio espaço.

Peito

Afeto contido. Tristeza, luto ou amor que não encontrou espaço para ser vivido e expressado em liberdade.

Estômago

Medo que não se digere. Ansiedade, receio da novidade, dificuldade em assimilar mudanças ou situações impostas.

Costas superiores

Falta de apoio emocional. A sensação de estar sempre a segurar tudo, sozinho, sem rede de segurança.

Zona lombar

Insegurança material. Preocupação com dinheiro, sustento, estabilidade ou com o que vem a seguir.

Ancas

Medo de avançar. Resistência a mudar de direção, apego ao que é conhecido, mesmo quando já não serve.

Joelhos

Teimosia e orgulho. Dificuldade em ceder, em flexibilizar, em pedir ajuda ou em aceitar apoio.

Pernas e pés

Direção de vida. Medo de dar o próximo passo, sensação de estar parado onde não se quer estar.

Do emocional ao físico

Como é que as emoções podem chegar ao corpo?

Quando enfrentamos uma situação interpretada pelo cérebro como ameaçadora, o organismo ativa mecanismos de sobrevivência. O sistema nervoso autónomo participa na preparação do organismo para responder.

  • A frequência cardíaca pode aumentar.
  • A respiração pode alterar-se.
  • A tensão muscular pode aumentar.
  • A atenção torna-se mais orientada para possíveis ameaças.
  • O sistema digestivo pode sofrer alterações.
  • O sono pode ser afetado.

Esta resposta é extremamente útil quando existe uma ameaça imediata. O problema surge quando o organismo permanece frequentemente em estado de alerta, mesmo quando a ameaça já não está presente.

É aqui que o stress prolongado, a ansiedade e determinadas experiências traumáticas podem tornar-se particularmente relevantes.

E o que acontece quando o stress se torna crónico?

O organismo possui sistemas complexos de resposta ao stress, envolvendo, entre outros mecanismos, o sistema nervoso autónomo e o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal (HPA).

Quando a resposta ao stress é repetidamente ativada, podem ocorrer alterações na regulação de diferentes processos fisiológicos. O stress crónico está associado a alterações na regulação neuroendócrina, imunológica, metabólica e autonómica.

Isto não significa que o stress seja responsável por todas as doenças ou que uma emoção isolada provoque automaticamente uma alteração física. Significa que existe uma relação biologicamente plausível e cientificamente estudada entre stress persistente, regulação do sistema nervoso e funcionamento corporal.

É precisamente por isso que, perante determinados sintomas, é importante olhar para a pessoa de forma integrada.

Nem tudo é emocional. Mas o emocional também faz parte da saúde.

Ansiedade: quando o sistema de alerta não desliga

A ansiedade é uma resposta humana normal. Pode ajudar-nos a antecipar problemas, preparar-nos para desafios e reagir perante situações de perigo. O problema surge quando o sistema de alerta permanece excessivamente ativo ou quando a resposta de ansiedade se torna desproporcional, persistente ou começa a interferir com a vida da pessoa.

Uma pessoa ansiosa pode experienciar:

  • preocupação constante
  • pensamentos repetitivos
  • dificuldade em desligar mentalmente
  • sensação de perigo iminente
  • tensão muscular
  • alterações da respiração
  • palpitações
  • desconforto gastrointestinal
  • dificuldade em dormir
  • fadiga
  • irritabilidade
  • dificuldade de concentração
  • sensação de estar permanentemente em alerta

E algumas pessoas procuram ajuda inicialmente não pela ansiedade, mas pelo aquilo que o corpo está a sentir. É por isso que compreender a relação entre ansiedade e corpo é tão importante.

E o trauma emocional?

Trauma não significa apenas uma experiência extraordinariamente dramática. Uma experiência pode ser vivida como profundamente ameaçadora, dolorosa ou desorganizadora dependendo da pessoa, do contexto, dos recursos disponíveis naquele momento e da forma como essa experiência foi integrada.

Algumas experiências deixam marcas emocionais que continuam a influenciar a forma como a pessoa interpreta determinadas situações, estabelece relações, reage ao stress ou se relaciona com o próprio corpo.

Por vezes, a pessoa sabe exatamente aquilo que aconteceu. Outras vezes, sabe apenas que “alguma coisa mudou”. Pode existir uma sensação persistente de insegurança, hipervigilância, dificuldade em relaxar, medo, necessidade de controlo, dificuldade em confiar, alterações do sono ou uma relação difícil com o próprio corpo.

O objetivo não é obrigar a pessoa a reviver experiências dolorosas. O objetivo é criar condições para que possa compreender as suas respostas e desenvolver formas mais reguladas de lidar com elas.

O corpo pode “guardar” experiências emocionais?

Esta expressão é frequentemente utilizada, mas precisa de ser compreendida corretamente. Não significa que exista uma memória emocional literalmente armazenada num músculo ou que cada dor tenha uma emoção específica escondida.

O que sabemos é que experiências de stress e trauma podem influenciar sistemas envolvidos na memória, perceção de ameaça, resposta autonómica, comportamento e regulação emocional. Essas alterações podem contribuir para determinados padrões corporais e comportamentais.

Por exemplo, uma pessoa que passou muito tempo em alerta pode desenvolver o hábito de contrair determinados grupos musculares, respirar de forma mais superficial ou interpretar determinadas sensações corporais como ameaçadoras.

Com o tempo, estes padrões podem tornar-se automáticos. A pessoa deixa de perceber que está constantemente contraída.

Até que o corpo começa a pedir atenção.

A nossa abordagem

É aqui que entra o Método LIBERTAR®

O Método LIBERTAR® procura criar uma ponte entre aquilo que a pessoa sente emocionalmente e aquilo que o seu corpo manifesta ou experiencia.

A intervenção é individualizada porque duas pessoas podem apresentar sintomas semelhantes e ter histórias, necessidades e mecanismos completamente diferentes.

Não existe uma única explicação para todos os sintomas. E não existe uma única intervenção adequada para todas as pessoas.

O trabalho começa pela compreensão da pessoa.

O caminho

Como funciona uma sessão?

01

Compreender

Antes de intervir no corpo, procuramos compreender a pessoa. Exploramos aquilo que está a acontecer atualmente, os principais sintomas, os fatores que podem estar a contribuir para o seu sofrimento, a forma como reage ao stress e a relação entre as suas experiências emocionais e corporais. O objetivo é construir um mapa individual.

02

Identificar padrões

Procuramos perceber padrões como: o que desencadeia a resposta, o que acontece no corpo, que pensamentos surgem, que emoções aparecem, como reage a pessoa e o que mantém o ciclo. Esta compreensão permite deixar de olhar para cada sintoma como um acontecimento isolado.

03

Regular

Um dos princípios fundamentais do Método LIBERTAR® é a regulação. Em vez de tentar simplesmente eliminar uma sensação desagradável, trabalhamos a capacidade de reconhecer e modular estados de ativação. O objetivo não é “forçar o corpo a relaxar”. É ajudá-lo a reconhecer que pode existir segurança mesmo depois de períodos prolongados de alerta.

04

Trabalhar a relação entre corpo e emoção

O corpo pode tornar-se uma importante fonte de informação. Aprender a reconhecer tensão, respiração, desconforto, alterações de energia e outras sensações permite aumentar a consciência corporal. Em vez de só perceber que está em sofrimento quando já atingiu o limite, começa progressivamente a reconhecer os sinais que aparecem antes.

05

Integrar

O objetivo final não é apenas sentir-se melhor durante uma sessão. É promover uma maior capacidade de compreender o próprio funcionamento e desenvolver estratégias que possam ser utilizadas no quotidiano. Esta consciência pode transformar a relação com o próprio corpo.

  • “O que estou a sentir?”
  • “O que está a acontecer no meu corpo?”
  • “O que desencadeou esta resposta?”
  • “O que preciso neste momento?”
Dor física

E quando existe dor física?

O Método LIBERTAR® também pode ser integrado em pessoas que apresentam dor ou tensão física. A dor é uma experiência complexa, influenciada por múltiplos fatores.

O estado emocional, o stress, o sono, a atenção, experiências anteriores, contexto social e outros fatores podem influenciar a forma como a dor é percecionada e mantida.

Isto não significa que a dor seja imaginária.

Significa que dor e sofrimento não são exclusivamente determinados pelos tecidos lesionados. Quando existe dor persistente, é fundamental compreender o contexto clínico e excluir ou acompanhar adequadamente causas médicas que necessitem de avaliação.

O Método LIBERTAR® pode atuar como complemento, trabalhando a componente de regulação emocional e corporal que pode estar associada à experiência de dor.

Uma pergunta frequente

“Porque é que eu sinto isto se os meus exames estão normais?”

Há pessoas que chegam depois de:

“Já fiz exames e dizem-me que não tenho nada.”

E elas sentem que ninguém lhes explica o que está a acontecer.

Exames normais não significam que a experiência da pessoa seja imaginária.

Significam apenas que determinadas causas estruturais ou doenças pesquisadas não foram identificadas naquele momento.

É aí que entra a importância de olhar para outros fatores que podem influenciar sintomas e bem-estar.

Para quem é

Para quem é o Método LIBERTAR®?

O Método LIBERTAR® foi pensado especialmente para pessoas que sentem que:

  • vivem constantemente em alerta
  • têm dificuldade em desligar a mente
  • sentem ansiedade recorrente
  • carregam experiências emocionais difíceis
  • passaram por acontecimentos que continuam a afetá-las
  • sentem tensão corporal frequente
  • apresentam sintomas físicos associados a períodos de stress
  • têm dificuldade em relaxar
  • sentem que o corpo está constantemente “ligado”
  • vivem com dor e percebem que o stress influencia a sua intensidade
  • têm dificuldade em compreender aquilo que sentem
  • sentem que racionalmente “está tudo bem”, mas o corpo continua a reagir
  • querem compreender melhor a relação entre emoções, corpo e comportamento

Pode ser procurado com ou sem presença de dor física.

Porque nem sempre é preciso existir dor para o corpo estar a pedir atenção.

Áreas de trabalho

O que podemos trabalhar?

Dependendo das necessidades individuais, o acompanhamento pode abordar:

Ansiedade e stress

Compreensão dos ciclos de alerta, estratégias de regulação e consciência das respostas corporais.

Sobrecarga emocional

Identificação de padrões que podem estar a contribuir para sensação de exaustão e dificuldade em recuperar.

Traumas e experiências marcantes

Trabalho orientado para a segurança, consciência e integração, respeitando o ritmo e os limites da pessoa.

Tensão corporal

Exploração da relação entre estados emocionais, padrões de tensão e perceção corporal.

Dor persistente

Abordagem complementar centrada na experiência biopsicossocial da dor, sem desvalorizar a componente física.

Relação com o corpo

Desenvolvimento de maior consciência das sensações corporais e dos sinais de ativação.

Regulação emocional

Aprender a reconhecer e lidar de forma mais adaptativa com diferentes estados emocionais.

Cada acompanhamento é desenhado à medida da pessoa.

A diferença

O que torna o Método LIBERTAR® diferente?

Porque não olha apenas para o sintoma. Olha para a pessoa que apresenta o sintoma.

Não perguntamos apenas:

  • “Onde dói?”
  • “O que está a acontecer na sua vida?”
  • “Como está o seu sistema de alerta?”
  • “Como reage ao stress?”
  • “Que padrões se repetem?”
  • “Como se relaciona com o próprio corpo?”
  • “O que mudou antes de os sintomas aparecerem ou se intensificarem?”

Esta abordagem permite construir uma compreensão mais completa daquilo que está a acontecer.

Uma abordagem baseada em evidência

O Método LIBERTAR® integra conhecimentos provenientes da área da regulação emocional, neurofisiologia, psicossomática, ciência da dor e relação entre stress e funcionamento do organismo, procurando utilizar uma abordagem responsável e fundamentada.

Trabalhar de forma integrativa não significa abandonar a ciência. Significa reconhecer que o ser humano é complexo e que saúde e doença resultam frequentemente da interação entre diferentes dimensões.

A evidência científica é utilizada como base para compreender os mecanismos envolvidos e orientar a intervenção. Ao mesmo tempo, cada pessoa é avaliada individualmente, com um plano desenhado à sua medida.

O objetivo é integrar, não substituir.

Porque é que as pessoas procuram o Método LIBERTAR®?

Porque sentem, sessão a sessão, uma mudança real na forma como habitam o próprio corpo. São os resultados vividos pelos pacientes que já acompanhámos que melhor explicam a diferença deste método.

Não é sobre lutar contra o seu corpo.

É sobre aprender a escutá-lo.

Muitas pessoas passam anos a tentar eliminar aquilo que sentem. Tentam ignorar a ansiedade. Controlar os pensamentos. Aguentar a tensão. Conviver com a dor. Continuar apesar do cansaço.

Até que percebem que talvez o corpo não esteja a ser o inimigo. Talvez esteja a comunicar.

O Método LIBERTAR® procura criar um espaço onde essa comunicação possa ser compreendida com segurança, conhecimento e sem julgamentos.

Porque cuidar da saúde emocional não significa ignorar o corpo. E cuidar do corpo não significa ignorar aquilo que sentimos.

Significa compreender a pessoa como um todo.

Método LIBERTAR®

Libertação Integrativa da Biorregulação Emocional

Um espaço para compreender a relação entre emoções, sistema nervoso, corpo e experiência de vida.

Porque cuidar do corpo é também cuidar da história que ele carrega.

Seguros & parcerias
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